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Pochapski é autor da lei que declara "Carneiro no Buraco" como patrimônio cultural

É de autoria do vereador José Pochapski (PPS), a lei declarando como patrimônio cultural de Campo Mourão, o prato típico “Carneiro no Buraco”. A lei foi sancionada pelo prefeito Nelson Tureck, na última terça-feira, dia 27.
Segundo Pochapski, sua iniciativa foi baseada no artigo 176 da Lei Orgânica, que prevê a proteção do patrimônio cultural de Campo Mourão.
O Carneiro no Buraco foi criada em 1962 (durante o período de disputa da Copa do Mundo no Chile) por três pioneiros da cidade, depois de assistirem a um filme em que vaqueiros preparavam alimentos sobre brasas, dentro de um buraco cavado no chão. Ênio Queiroz, Joaquim Teodoro de Oliveira e Saul Ferreira Caldas resolveram experimentar o peculiar sistema, mas as primeiras tentativas foram frustradas.
No início, servido esporadicamente apenas em festas de amigos, o prato foi ganhando fama e na década de 1980 passou a ser servido também quando autoridades visitavam a cidade. Um movimento encabeçado pela confraria da Boca Maldita local levou a oficialização da iguaria como prato típico do Município em 1990, na gestão do prefeito Augustinho Vecchi, quando o cargo de Prefeito estava sendo exercido pelo advogado
José Elmo Linhares.
A 1ª Festa do Carneiro no Buraco foi realizada já no ano seguinte. Na primeira festa foram servidos 70 tachos, para cerca de 4.200 pessoas.
Atualmente são 140 tachos para nove mil pessoas. Em 1991, por iniciativa da administração municipal, foi transformada em Festa Nacional.
O evento, que acontece sempre em meados de julho, acabou divulgando o Município em todo o Brasil e em outros países. Recentemente o site G1(do grupo Globo) considerou a Festa Nacional do Carneiro no Buraco como uma das 10 melhores do Brasil.
“A diversidade cultural do Brasil e as diferenças entre hábitos e tradições dos povos de cada região são muito bem representadas pelas festas populares espalhadas pelo país. Festa do boi no rolete, da banana, do carneiro no buraco, da costela” justifica a escolha.
Além do Carneiro no Buraco, a Catedral São José também poderá ser declarada como patrimônio cultural. Projeto de iniciativa do vereador José Pochapski tramita no Poder Legislativo e poderá ser aprovado ainda neste ano.

O que é patrimônio cultural imaterial - é uma concepção de patrimônio cultural que abrange as expressões culturais e as tradições que um grupo de indivíduos preserva em respeito da sua ancestralidade, para as gerações futuras. São exemplos de patrimônio imaterial: os saberes, os modos de fazer, as formas de expressão, celebrações, as festas e danças populares, lendas, músicas, costumes e outras tradições.
Em São João del-Rei, Minas Gerais, um exemplo de patrimônio cultural imaterial é o modo de tocar dos sinos, cuja "linguagem" é peculiar meio de comunicação e está sendo objeto de registro pelo IPHAN. Em Minas Gerais, por exemplo, a técnica artesanal de se de fazer o queijo minas (Queijo do Serro, especialmente) é importante registro de patrimônio intangível.
Em Pirenópolis, Goiás, outro exemplo de patrimônio imaterial é a Festa do Divino de Pirenópolis, criada em 1819 e festejada até hoje. É na Festa do Divino que são apresentadas as Cavalhadas, representação da luta entre mouros e cristãos na Idade Média.

 
 
 
 

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