Acicam na luta contra a exagerada carga tributária
Tributos são uns dos gargalos da economia nacional
Uma das principais críticas de todo o empresário brasileiro – do micro ao grande empreendedor - é a exagerada carga tributária, que além de elevar sobremaneira os preços de produtos e serviços para o consumidor ainda inviabiliza muitos empreendimentos. A Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão (Acicam) tem realizado ações para conscientizar a população sobre essa situação e também tem cobrado medidas do governo para equacionar o problema.
A entidade empresarial de Campo Mourão tem atuado junto às autoridades governamentais, isoladamente e também através das instituições de nível estadual e nacional que representam o segmento, denunciando a carga tributária exagerada e pedindo providências. Em meados de 2007, o presidente da Acicam, Nestor Bisi, chegou a enviar ofícios aos então presidentes da Câmara dos Deputados, Arlindo Chignalia Júnior, e do Senado Federal, Renan Calheiros, consultando sobre a possibilidade do uso da tribuna dessas casas legislativas, em Brasília, para enumerar os nefastos efeitos da exagerada carga tributária brasileira, propor ações para fomentar o crescimento da economia e reivindicar uma maior atenção do governo federal em relação a Campo Mourão e esta região.
Bisi pretendia defender, por exemplo, o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira), que embora tivesse sido criada para ser temporária já era cobrada há 10 anos. Posteriormente a CPMF foi extinta pela pressão da população. Vários outros pontos seriam defendidos pelo líder empresarial de Campo Mourão.
Feirão
Por entender que a melhor “arma” para sensibilizar o governo é a mobilização popular, a Acicam e o curso de Administração da Faculdade Integrado realizaram o Feirão do Imposto durante a 12ª Feira das Profissões de Campo Mourão. As milhares de pessoas que passaram pelo tradicional evento ficaram sabendo da carga de tributos embutida no valor de inúmeros gêneros alimentícios, produtos de limpeza e de higiene pessoal, bebidas, material de construção, energia elétrica, telefonia, água e esgoto, móveis, cigarro, motocicletas, passagens aéreas, transporte rodoviário, medicamentos, gasolina, mensalidade escolar, equipamentos eletrônicos e roupas.
O objetivo foi mostrar que não apenas os empresários são sacrificados, mas que toda a população é penalizada no dia-a-dia pela excessiva carga excessiva de tributos no Brasil. Através de painéis foram apresentados 50 produtos e serviços, os valores médios pagos pelos consumidores e quanto por cento representam os impostos.
Foi denunciado, na época, que do valor total que o cidadão paga mensalmente pelo consumo de energia elétrica, 45,80 por cento eram impostos. Em uma conta de R$ 100,00, os impostos representavam R$ 45,80. Já em uma casa popular, os tributos representavam 49,50 por cento. Ou seja: em uma moradia de R$ 45 mil, os impostos representavam 22.275,00. Do valor pago pelo litro de gasolina, 57,03 por cento correspondia a impostos.
Alguns dos produtos e serviços apresentados no Feirão do Imposto e a respectiva carga de tributos na época embutida no valor pago pelo consumidor: refrigerante (47%), refresco em pó (38,32%), cerveja (56%), cachaça (83%), feijão (18%), biscoito (38,50%), sabão em barra (40,50%), Água Mineral (45%), frango e carne bovina (18%), açúcar (40,50%), farinha de trigo (34,47%), café (36,52%), sal (29,48%), detergente (40,50%), sabão em pó (42,27%), margarina (37,18%), amaciante (43,16%), macarrão espaguete (35,20%), lata de tinta (39,50%), saco de cimento (39,50%), tijolo (36,69%), cobertor (37,41%), televisor (38%), lençol (37,51%).
No local do Feirão foi instalado ainda o Impostômetro, que revela – minuto a minuto – o montante de tributos recolhido pelo governo.
Impostolândia
A Acicam também apoiou várias apresentações do espetáculo “No Reino da Impostolândia”, voltado igualmente à conscientização da excessiva carga tributária praticada no Brasil.
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