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Congresso propõe mudança na representação política do país
                                                                                         Carlos Eduardo Kadu

Sob a proposta de melhorar a representação política do país, cerca de 1.100 pessoas de 45 municípios do Paraná reuniram-se no 1º Congresso da Rede de Participação Política, promovida em conjunto pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap). O evento aconteceu esta semana, dias 30 de novembro e 1º de dezembro. Por meio de um talk show, no anfiteatro da Cietep em Curitiba, os organizadores do evento apresentaram as redes sociais como o mote para a mudança na estrutura política atual.
Mediado pelos presidentes da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, e da Faciap, Ardisson Naim Akel, o debate contou com as participações do jornalista Merval Pereira, colunista do jornal O Globo e comentarista da Globo News e da CBN; do consultor empresarial e doutor em gestão pública Belmiro Valverde; e do professor e analista político Augusto de Franco. Dentre os inúmeros exemplos de organização do evento, destacou-se a votação digital.
Em suma, os debatedores apontaram os escândalos políticos nacionais, criticaram o ressurgimento do Populismo e sua política fisiológica (relembrando, o Populismo foi assumido no Brasil, na década de 50, por Getúlio Vargas e mantido por seus sucessores até a ditadura militar) e muitos outros aspectos da política do país. Concordando ou pontuando opiniões diversas, foram consensuais quando disseram que a mudança que o Brasil precisa não será entregue de graça pelos beneficiários de seu estado atual.
O jornalista Merval Pereira falou em “novas tecnologias” que “dão poder de pressão à sociedade, criando um ambiente que leva a soluções”. O doutor em gestão pública, Belmiro Valverde, disse que "estamos começando a aprender a liberdade de expressão. São raras as pessoas que têm coragem de falar o que pensam, mas a tecnologia nos deu essa possibilidade". O analista político Augusto de Franco também foi enfático: “É preciso mudar a organização política. Não é por falta de bons homens ou mulheres que as coisas não funcionam, mas sim por uma estrutura viciada”.
Nesse contexto um veículo de discussão nacional foi proposto: a mobilização das redes sociais. E para tanto, no segundo dia do congresso (última terça-feira), o público foi dividido em mais de cem grupos – cada qual com um note book com acesso à internet – para discussão e votação dos 21 itens prioritários. Em seguida, os grupos foram recompostos em oficinas e distribuídos em salas caracterizadas pelos temas: articulação e animação de redes; protagonismo político; gestão pública; educação política; eleições 2010; comunicação; e influência política.
Dentre os pontos eleitos como prioritários pelos participantes das oficinas, estão conhecer o perfil político e pessoal dos candidatos, conscientizar a população sobre o poder do voto, estimular a participação dos jovens e incentivar a renovação dos políticos. Envolver a comunidade e a escola no fortalecimento das redes sociais foi o principal resultado da oficina "Articulação e animação de rede".   
Uma terceira composição foi feita, na qual as equipes foram organizadas por município. Nesse momento os participantes utilizaram a metodologia apresentada (TEVEP, da Homosapiens Planejamento) para produzir um plano de atuação para sua cidade.
O evento terminou às 18h desta terça-feira. A idéia agora é que se intensifiquem as redes sociais em todo o Paraná. As novas ações serão orientadas e acompanhadas pela Fiep e pela Faciap. A região de Campo Mourão é coordenada pelo empresário Ater Cristófoli, que esteve presente e acompanhou atividades da caravana mourãoense.

 
 
 
 

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