Sociedade Espírita Meimei realiza trabalho voluntário no HSC
O Hospital Santa Casa é uma entidade filantrópica que busca o envolvimento e o apoio da comunidade. Devido à necessidade de ajudar os acompanhantes de pacientes da instituição a Sociedade Espírita Meimei há sete anos desenvolve um projeto com voluntários da entidade que distribuem refeições no período noturno no hospital.
Dona Vanilda Joaquim de Souza, do município de Janiópolis, ficou uma semana no Hospital Santa Casa acompanhando o esposo José da Rosa que fez uma cirurgia da vesícula. Durante os dias que o marido ficou hospitalizado, ela recebeu todos os dias refeições. “A comida é bem saborosa e temperada. Parece com a comidinha de casa. Como eu moro longe ainda bem que recebemos essas refeições. O gesto dos voluntários é muito bonito, fiquei emocionado ao receber a ajuda deles.”
O trabalho dos voluntários da Sociedade Espírita Meimei envolve mais de 17 pessoas que se revezam durante o ano todo para atender os acompanhantes de pacientes do HSC. Todas as noites por volta das 18h30min, mesmo nos feriados e nos finais de semana, porque o organismo necessita de alimento todos os dias, os voluntários fazem refeições nas suas casas, e trazem ao hospital uma janta, preparada minutos antes de ser servida aos acompanhantes.
A coordenadora do projeto Neusa Ciriaco Coppola, explica que o projeto nasceu da necessidade de ajudar as pessoas que precisam. “Muitas dessas pessoas são da região e algumas ficam vários dias ou até meses no hospital. Além disso, devido à localização do hospital fica difícil para que elas possam se deslocar”, afirma ela.
O presidente da Sociedade Espírita Meimei Edson Mundin Ferreira, lembra que por dia são distribuídas de 15 a 25 refeições. “Com o aumento de atendimento da oncologia do Hospital, também aumentou o número de acompanhantes de pacientes”, lembra Edson.
Mais do que as refeições os voluntários da Sociedade Espírita também oferecem um conforto emocional para os acompanhantes. “Durante as refeições nós conversamos com as pessoas. Escutamos os problemas e as dificuldades que os acompanhantes passam nesse período delicado. “Por isso, não queremos fazer um trabalho que simplesmente entregue um marmitex, nosso objetivo é bem maior que oferecer só a refeição: o diálogo, a oração, um agasalho, um brinquedo, um livro, um telefonema para os familiares são ações que fazem parte do projeto”, argumenta Neusa.
O senhor Valdir Valente mora em Campo Mourão. Há alguns dias tem ficado de acompanhante do senhor José Cazuza que esta com problemas renais. “Fiquei muito feliz ao receber a refeição. Não conhecia o trabalho realizado pelos voluntários no hospital”.
A sogra da Senhora Selma Karina esta internada no setor da Oncologia. O tratamento é delicado, por isso a paciente precisa ficar alguns dias em casa, mas retorna constantemente ao hospital. “São indas e vindas a Santa Casa. Ela melhora e depois precisa ser internada por vários dias”, conta Selma. Nesse período os parentes se revezam. Como a família mora, no município de Peabiru, na Fazenda Venda Branca aumenta as dificuldades para que os parentes se desloquem até a instituição. “Como não sei se vou embora hoje ou amanhã fico feliz em saber que vou receber a refeição dos voluntários. Espero que outras pessoas façam o mesmo e ajudem o hospital.”
Leonice Cazarim de Mattos Silva é uma das voluntárias que a cada quinze dias vem até o hospital distribuir as refeições. “É gratificante ajudar outras pessoas. Muitas vezes queremos ajudar alguém e não sabemos como, ainda bem que a Neusa teve a idéia e o projeto deu certo”, afirma ela.
Segundo a coordenadora Neusa, não adianta falarmos de caridade sem fazer algo pelo próximo, “Fico emocionada ao receber a gratidão das pessoas, porque o bem que fazemos aos outros só nos faz bem. É o amor em movimento. A caridade é universalista, ajuda sem olhar a quem, levantando o ser para a dignificação de si próprio. Hoje fazemos pelo próximo, amanhã outros estarão fazendo por nós. É a lei de ação e reação. Pretendemos no futuro ampliar o projeto,” conta ela.
Além da Sociedade Espírita Meimei o hospital também recebe a ajuda de voluntários do Santuário da Vila Urupês, Capelas e da Casa de Apoio ao Doente de Câncer de Campo Mourão. |